Diabetes Mellitus em pequenos animais

// maio 31st, 2010 // VetHome

O Diabetes Mellitus é um distúrbio complexo que resulta da incapacidade das ilhotas pancreáticas secretar insulina e/ou de ação deficiente da insulina nos tecidos. É uma endocrinopatia muito comum em cães e gatos e pode ser fatal se for incorretamente diagnosticada ou inadequadamente tratada.

A captação da glicose pela célula se dá pelo encaixe da insulina com um receptor específico na membrana celular. A glicose é então metabolizada, a insulina sofre degradação pelas enzimas intracelulares e o receptor é então regenerado, reiniciando-se o processo.

A glicose entra na célula, até que o plasma fique hipoglicêmico. Esse processo não ocorre imediatamente e é limitado pela regeneração do receptor, fazendo com que só entre na célula a quantidade de glicose necessária, evitando assim o excesso de glicose intracelular.

A grande maioria das células do organismo são dependentes de insulina para captar glicose, com exceção dos neurônios e dos hepatócitos, que não possuem receptores específicos para insulina, sendo a glicose absorvida por difusão.

A deficiência na produção ou ausência parcial ou total de insulina ou dos receptores específicos, caracteriza o Diabetes Mellitus.

Diabetes Tipo I

O Diabetes tipo I, insulino –dependente (DMID), é a forma mais comum encontrada nos cães, caracterizando-se por hipoinsulinemia e elevação mínima ou inexistente na insulina endógena após a administração de um secretagogo de insulina, como a glicose.

Diabetes Tipo II

O Diabetes Tipo II, não insulino-dependente (DMNID), é uma forma raramente encontrada nos cães, nesse caso ocorre prejuízo da secreção de insulina por parte das células beta, resistência à insulina nos tecidos responsivos e/ou aceleração da produção de glicose hepática.

Como as células beta mantém um pouco de insulina, a hiperglicemia tende a ser suave, a cetoacidose incomum, e a necessidade de insulinoterapia variável.

Sinais clínicos

- Diurese osmótica que causa a poliúria, ou seja, eleva a ingestão de água pelo animal;

- Polidipsia compensatória que impede a desidratação, ou seja, o animal por urinar muito, aumenta ingestão de água.

- Intenso catabolismo, devido à não utilização da glicose, causando emagrecimento progressivo, embora o animal coma em demasia (polifagia), o centro saciedade não é inibido, pois no cão diabético, com deficiência de insulina, a glicose que entra nas células da região ventromedial do hipotálamo (centro da saciedade) é insuficiente, o centro da saciedade não é inibido e o animal torna-se polifágico.

Diagnóstico:

- Os quatro sinais clínicos clássicos             (poliúria, polidipsia,polifagia, perda de peso);

- Nível elevado de glicose na corrente sanguínea;

- Presença de glicose na urina;

- A catarata pode ser o primeiro sinal clínico de hiperglicemia conhecida pelos proprietários de cães diabéticos;

- Também se encontra hepatomegalia,desidratação, depressão, dor abdominal à palpação;

Tratamento do Diabetes Mellitus

O paciente deve ser avaliado através de um hemograma completo, painel bioquímico e urinálise antes de se estipular o tratamento adequado.

O sucesso da terapia do Diabetes Mellitus depende do entendimento e da cooperação do proprietário, além de um perfeito manejo alimentar e acompanhamento periódico do animal pelo médico veterinário.

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